Histórico


Todos nós reconhecemos que a situação do médico e da Medicina se deteriora a cada dia. O médico é cada vez mais desvalorizado e pressionado, seja pelas condições precárias de trabalho que enfrenta no serviço público, seja pelo represamento do mercado imposto pelas operadoras de planos de saúde.
Já há algum tempo, o descontentamento e a desesperança dos profissionais que escolheram abraçar a Medicina são evidentes. Ouve-se, em pequenos grupos, que "algo precisa ser feito", que "perdemos o controle sobre nossa profissão", sem que efetivamente a mudança aconteça.

Talvez o motivo da inércia seja o fato de esperarmos que "alguém faça alguma coisa", quando, na verdade, não precisemos de um "Messias", mas sim que cada um se proponha a fazer com que a nossa prática médica se aproxime mais dos ideais que nos levaram a prestar um vestibular tão concorrido, persistir por seis anos na faculdade, enfrentar uma pesada especialização e plantões em condições inacreditáveis.

De conversas e discussões sobre este tema, um grupo de médicos do Rio de Janeiro, de diferentes especialidades, gerações e experiências, decidiu que era hora de agir, e que a primeira ação seria convidar mais médicos a refletir sobre a mudança possível e necessária. Essas conversas levaram à percepção da importância do papel das entidades representativas da classe médica na construção desse novo cenário pelo qual tanto ansiamos.

O Conselho Regional de Medicina, entidade a quem caberia liderar e mobilizar os médicos em favor de uma prática fundada nos princípios humanísticos da profissão, acha-se ocupado, há vários lustros, por colegas que embora dignos e respeitáveis, não parecem demonstrar a disposição necessária para reagir às imposições das grandes corporações e à crescente e escandalosa mercantilização da Medicina em nosso estado. Para alterar esse quadro, estamos nos preparando para uma ação profunda e decisiva: o esforço, metódico e organizado, objetivando a renovação da composição do Conselho Regional de Medicina.
Para tanto, foi fundada em 18 de outubro de 2007, a Associação Movimento Participação Médica, uma associação médica formal e permanente, destinada a lutar pela qualidade do atendimento prestado à população. Agora, procura-se ampliar esse movimento para, no devido tempo, escolhermos democraticamente, em convenção, os nomes daqueles que deverão defender os nossos colegas.

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